Nosso primeiro Hackday!

Foi com muito orgulho que concluímos o nosso primeiro Hackday. Passamos um dia com pessoas dos mais variados interesses e habilidades na construção de um projeto comum.

Fotos de Lucas Titon Andrade
Foto (parcial) dos presentes por Lucas Titon Andrade

Mas como montar um Hackday? Planejamos o nosso com base no que discutimos com alguns colegas (particularmente de São Paulo) e em cima do trabalho de alguns anos do Campinas que Queremos. Conversamos e planejamos um bocado, fazendo quase tudo remotamente via Trello. Queríamos ter uma boa organização do espaço físico, divulgação ampla e um clima bacana de cooperação.

Deixamos muita coisa em aberto, mas não tudo. Achamos prudente ao menos ter UM projeto que pudesse ser tocado no coletivo, caso nenhuma outra proposta aparecesse. Queríamos sair do Hackday com algum produto final ou ao menos muito bem encaminhado.

Começamos por reforçar, sendo esse um primeiro encontro, o motivo e escopo do que estávamos fazendo. A introdução sobre finanças públicas feita pelo Manoel Martins foi breve e ao ponto. José Furtado seguiu com uma apresentação focada em Campinas e os problemas enfrentados; e ao final de sua fala, apresentou a nossa ideia para o dia: trabalhar em cima dos dados do Orçamento Participativo (OP) da cidade. Estes estavam organizados em inúmeros arquivos (DOC) e haviam sido sistematizados de maneira preliminar em uma enorme tabela (XLS). Sentia-se a necessidade de facilitar a entrada, visualização e organização dos dados, bem como um acompanhamento da sua história — manter a memória de um trabalho árduo de todos que participaram das atividades do OP ao longo dos anos.

Jogamos a ideia para o coletivo, que propôs outras. Analisamos os prós e contras de trabalhar em cada uma delas, tendo em vista o nosso prazo, acesso a dados, impacto e conhecimento. Chegamos a considerar a divisão de trabalho em dois grupos/dois projetos, mas acabamos seguindo com a proposta da OP — um por todos e todos por um!

Dividimos o trabalho em DADOS e CÓDIGO, dois grupos, com duas pessoas fazendo a “ponte” entre cada. De um lado, interface, estrutura de dados, backend/frontend, experiência de usuário…do outro, decisões cabeludas sobre como transferir anos de dados em tabelas de arquivo DOC para uma base de dados em formato padrão (CSV? JSON?). Quebra pro almoço. Sono. Café? Café! Simbora!

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Horas depois, muito sufoco, muito trabalho, muito cansaço. Conseguimos terminar 500 linhas — propostas e histórico, reunindo todos os dados da OP de 2015. Muito além do copiar-colar, decisões importantes sobre estrutura de dados e categorização. Do outro lado, novatos e experts botando a mão no código, mas pensando também em cenários de uso, experiência de usuário, interface e propósito. Pra mostrar que a divisão entre “código” e “dados” ou “soft” e “hard” não é tão clara. Precisamos de um pouco de tudo para dar conta de projetos dessa escala.

Chegando ao final, uma enorme tabela em JSON, MongoDB, geolocalização por região administrativa, e uma rodada tranquila de discussão sobre o que fizemos no dia. Café? Por que não. Projeto quase pronto!

Decidimos levar o projeto final para que seja apresentado ao pessoal da OP em sua reunião no dia 30 de março. Subimos o código em um repositório aberto no Github, e colocamos mais tarefas lá no Trello; ainda há muito que queremos fazer.

No falar e na feição de todos a satisfação de ter passado uma sábado com gente bacana, fazendo algo que valeu pena. Gente com propósito.Nas palavras de Margaret Mead: Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, esse é a única maneira pela qual o mundo muda.

Fotos no slideshow, por Lucas Titon Andrade do NINA (liberadas, domínio público). Nosso agradecimento ao NINA, Minha Campinas e Campinas que Queremos pelo apoio com a comida disponível durante o evento (e ao André por não parar de fazer café).

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