MaptimeCPS: Open Street, aplicativos e afetos

Conduzimos uma oficina sobre Cartografias Afetivas no SESC entre os dias 5 a 9 de agosto.

Dividimos a oficina em duas partes. Durante a semana, nosso objetivo era “botar o SESC no mapa” e explorar as possibilidades de interação com o Open Street Maps. Começamos discutindo a diferença entre o OSM e o Google Maps, e principalmente, a diferença entre os termos de uso (licenças) de cada. Compare as liberdades de uso que você tem quando interage com o OSM e do Google.

Começamos pedindo que cada um encontrasse algum erro ou dado faltando no mapa perto de sua casa. Apesar de ter suas ruas bem mapeadas, Campinas ainda tem uma lacuna no que tange a pontos de referência e números de ruas. É uma primeira experiência com o OSM que mostra, logo de cara, o poder que cada um tem de modificar os seus conteúdos.

Em seguida, botamos a mão na massa e o “SESC no mapa”. O que era um vazio de informações virou um mapa detalhado do território, incluindo número das casas, áreas verdes e espaços internos (o resultado ficou assim, no OSM):


Ver um mapa maior

Para construir o mapa, saímos em caminhada pelo SESC e entorno, utilizando aplicativos (Keypad Mapper e OSM Tracker) para catalogar números, lugares e o caminho em si. Uma vez que isso é feito, é fácil jogar os dados de volta no OSM para facilitar a inserção dos dados:

A "deriva" com traçados de GPS e pontos de referência
Traçados de GPS e pontos de referência

Mapeado o SESC, começamos a discutir o aspecto “afetivo” da cartografia, com a participação de Maria Carolina Machado. Como pensar a cartografia extrapolando as dimensões físicas entre o sujeito e o espaço? Discutimos a possibilidade de mapear nossa relação com o território através de afetos, memória, experiências (passadas e projetadas, futuras). Depois de um momento de “deriva”  pelo SESC, começamos um trabalho de colagem, desenho e  criação em torno do nosso mapa afetivo, individual. Estes foram usados como “tiles” (background, mapa-base) para os mapas afetivos. Inserimos mídias e textos utilizando Omeka e mapeamos os resultados em Neatline, utilizando o Mapa da Cultura de Campinas.

Com isso conseguimos conjugar e apresentar nossas experiências utilizando a cartografia e múltiplas histórias e mídias, como no caso do Tanison, que utilizou suas experiências no SESC para retratar a relação que tem com sua terra natal, no Pará:

SESC do Tanison
SESC do Tanison

A oficina foi conduzida por Gabriel Fedel, Tel Amiel e Maria Carolina Machado.

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